Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

A Espiritualidade da Cáritas Diocesana de Évora



A matriz da espiritualidade da Cáritas Diocesana de Évora deve ser a vida tributária revelada por Jesus e por Ele vivida e experimentada com os Apóstolos. Uma experiência vital (vivencial) e dinâmica que inaugura um novo estilo de vida, que pressupõe a experiência do verbo eterno no seio da Trindade a qual preanunciou a experiência e a vida da Igreja que nasceu, de facto, no Pentecostes.


No actual contexto histórico da vida da Igreja, a eclesiologia da comunhão repropôs esta matriz trinitária e assim o estilo de vida dos Cristãos, de qualquer vocação, não pode não reproduzir aquela mesma experiência de comunhão vivida por Jesus e pelos Apóstolos.

Neste sentido, toda e qualquer espiritualidade na Igreja não se pode afastar desta matriz Trinitária (o Mistério de Deus) nem do carácter discipulador de Jesus, com estlo de comunhão, a comunhão trinitária, sob pena de a experiência espiritual não conseguir preparar os critãos, que dela se alimentam, para o imperativo da missao a que Jesus nos enviou: anunciar a Boa Nova da Salvação.

Partindo deeste fundamento teológico e espiritual, pode compreender.se melhor a antropologia que suporta toda a organizaçao e funcionamento da Cáritas, ou seja, cada pessoa deve ser vista, antes de mais, como chamada a fazer parte do mistério trinitário e, portanto, capaz de estabelecer relações de reciprocidade, de dom constante de si mesmo, a sair de si próprio para ir ao encontro de Deus e das outras pessoas. Salvaguardada a unidade e unicidade de cada sujeito, os agentes e os utentes são chamados, por esta razão, a uma experiência de comunhão, fonte de lugar da sua maturidade e realização plena como pessoa.

Sendo a espiritualidade de matriz cristã e de acordo com a sua natureza universal estará a mesma sempre disponível para acolher e dialogar com os utentes que sigam, eventualmente, outras espiritualidades ou que não professem nenhum credo. para além, naturalmente, do respeito que promoverá sempre pela liberdade religiosa dos utentes e pela inviolabilidade da consciência dos mesmos não os obrigando à realização de quaisquer práticas que forem contra tais direitos e princípios.

Cáritas Diocesana de Évora

0 comentários:

Enviar um comentário